Emerson Schutz: um guerreiro Brasileiro no Mundial do Japão

Emerson Schutz é um atleta exemplar, daqueles que nunca se deixa abater pelos oponentes ou por dificuldades que se apresentem. Calmo e com jeito de moleque, nos conta nesta entrevista como foi sua caminhada até se classificar para o campeonato Mundial de Karate de sua organização.

emersos-luva

Nome do Evento: 5th I.K.O. Matsushima World Open Kyokushin Karate Tournament
Cidade/País do Evento: Maebashi – Japão
Data do Evento: 26 e 27 de Novembro
Nome do atleta: Emerson Schutz
Idade: 25 anos
Graduação: Faixa marrom
Cidade: Palhoça/SC

 

Em qual categoria você vai lutar?

Lutarei na categoria principal, Absoluto faixa marrom e preta.

Há quanto tempo o você treina karate?

Treino karate de contato a 6 anos.

Qual a sensação de participar em um Campeonato Mundial?

Desde que comecei a competir no karate, disputar o mundial e visitar o Japão eram sonhos e ainda demora pra cair a ficha que vai acontecer. A cerca de 2 anos passei a me dedicar muito aos treinos e é muito gratificante ver todo esse esforço ser recompensado.

Quais são seus professores? Qual a academia/dojo?

Treino desde o início no Águia Dojo, com sede em Palhoça com o Sensei Francisco Sousa do Santos e o Sensei Tiago Santos, no entanto na preparação para o mundial tivemos a ajuda especial do Alécio Júnior de Balnéario Camboriú.

Quais são as suas principais armas? O que acredita ter de mais efetivo nos combates?

Tenho focado bastante na parte física, durante a luta estarei sempre procurando o combate e pressionando o oponente com volume de luta. Um ponto forte do meu jogo são os jodan mawashi geri com ambas as pernas.

Você teve um patrocinador para sua viagem?
Infelizmente não, os custos da viagem foram pagos graças a ajuda de amigos e algumas campanhas (rifa e crowdfunding) que foram feitas para arcar com custos como passagem e estadia. A maior dificuldade mesmo foram os custos, procuramos apoio em algumas empresas e também buscamos contato com a prefeitura, porém por ser uma época de eleições não foi possível conseguir um patrocínio estatal.

Houve algum momento em que você pensou em desistir?

Desistir não, nunca! No começo existia uma dúvida se iriamos conseguir o suficiente para arcar com os custos. Venho de uma família humilde e sozinho seria muito complicado arcar com todos os gastos, mas foi bacana ver como amigos aderiram a causa e conseguimos atingir os objetivos.

Tem algo mais que gostaria de acrescentar? Uma mensagem para nos deixar?

Gostaria de agradecer todos aqueles que nos ajudaram nos treinos e de alguma forma ajudaram a atingir esse objetivo, eu vejo isso como um passo muito importante não só
para minha carreira como atleta, mas para o karate de contato em nossa região.

Agradeço o espaço, osu!

 

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